como ser uma boa mãe? A pergunta mais frequente
Deve ser das perguntas que primeiramente nos vem à cabeça quando nos tornamos mães. Sobretudo no primeiro filho.
Depois, junta-se com a insegurança da novidade e a responsabilidade de tomar decisões relativamente a outro ser e, desenvolver um sentimento de confiança na nossa própria capacidade e habilidade, pode levar muito tempo.
O que é ser boa mãe?
Primeiramente, quero deixar claro que acredito que somos todas boas mães! Quer seja uma mãe mais atenta, ou despreocupada, ou brincalhona, ou com mais limites, que amamenta, ou não, com pouca paciência ou mais tolerante. Cada uma à sua maneira. Cada uma faz o melhor que sabe com aquilo que sabe e a consciência que tem no momento.
Há uma citação que ilustra perfeitamente o que digo:
“There’s no way to be a perfect mother and a million ways to be a good one.”
Jill Churchill
Acredito que o amor que se tem por os filhos é a força motora para tentarmos ser o nosso melhor e que podemos sempre e todos os dias, evoluir na nossa forma de ser mãe e viver a maternidade. Pelo caminho cometemos erros, tomamos consciência deles e tentamos de novo. É uma aprendizagem constante que é parte do percurso de ser mãe. Uma boa mãe!
Como confiar que se é boa mãe?
No entanto, acredito que a insegurança na nossa capacidade de ser uma boa mãe pode ser bastante aflitiva e partilho algumas dicas que ajudam a olhares para ti com mais confiança e a aumentar a tua confiança na tua capacidade de seres boa mãe.
Que já és!!!
Segue os teus instintos
O instinto de mãe é real, ouve-o! Por alguma razão se fala no “instinto materno”. E não tem só a ver com a história de tratar bem dos irmãos mais novos ou brincar às bonecas, não! É efetivamente aquela voz que te acompanha a todo o momento quando és mãe.
Se tu e ele se sentem bem a dormir na mesma cama, durmam!
Se deixar o teu filho a chorar no berço por 2 horas não te parece certo, não o faças! Se dares-lhe muito colo é o mimo que vos une, continua!
Pouco importa o que os livros dizem, tu és a mãe e a única pessoa que pode decidir como vai viver esse papel.
O teu instinto, a tua intuição está lá para te guiar. Se te permitires ouvi-la. E mesmo que tomes uma decisão errada, vais aprender com ela e isso também te traz mais confiança em ti.
Não te compares

Somos seres únicos, nas nossas vivências e no modo como sentimos e experienciamos tudo. Inclusive a maternidade, claro!
Não existe “O Guia definitivo para a maternidade que funciona para todas as mães e filhos” Se houvesse, estávamos todos a criar os nossos filhos da mesma maneira, e isso seria bastante enfadonho!
Olhar para o lado (ou para as redes sociais) onde a vizinha está (parece) sempre penteada, com a casa arrumada e um bolo acabado de sair do forno, pode ser o suficiente para esqueceres o que tu estás a fazer de poderoso! E estás!
Não esquecer ainda, que as outras pessoas também têm a sua vulnerabilidade, simplesmente escolhem não a mostrar.
Conhece o teu valor próprio
Reconhece o teu valor próprio e acredita nele. Tu és uma mãe incrível que dá o seu melhor para criar o filho que gerou e cresceu dentro de seu próprio corpo! O que poderia ser mais incrível do que isso?!
Olha para as tuas conquistas, para o incrível de tudo o que já alcançaste e o que já evoluíste no processo. Contraria a voz crítica e enaltece as tuas qualidades. Tal como farias com a tua melhor amiga.
Tu és uma pessoa incrível e única e isso é tudo de especial.
ACEITA QUE VAIS TER DÚVIDAS
Não existe nenhuma mãe no planeta que tenha passado pela maternidade sem questionar as suas decisões. É normal ter dúvidas, todas as pessoas têm.
A coisa mais difícil em ser mãe é que nos preocupamos em como as nossas decisões vão afetar os nossos filhos. Mas lembra-te, que cada uma faz o melhor que sabe com a consciência que tem no momento. Tu estás a aprender a ser mãe, e é continuo. Vais estar sempre a aprender com todos os filhos que tiveres. E eles estão a aprender a ser filhos e juntos vão conseguir.
Não te sacrifiques
As nossas crianças não precisam de mães mártires que fazem, ou não fazem, tudo em nome dos filhos. Precisamos de tirar esse peso e essa responsabilidade das nossas crianças. O responsável pelo nosso bem-estar e felicidade, somos apenas nós e tomarmos isso em mãos é ser uma boa mãe.
Ficar em casamentos destruídos por causa dos filhos, não perseguir aquele sonho de carreira porque os temos, não fazermos certas atividades porque com crianças não dá, etc., também não nos traz felicidade e isso reflete-se diretamente na maneira como podemos agir ou vir a agir com eles.
Tenho a certeza de que se nos mentalizarmos de uma coisa, se quisermos muito e tomarmos ação, várias coisas mudam diretamente apenas dessa simples atitude.
Tomemos em nossas mãos, a nossa vida!
TOMA CONTA DE TI

Das bandeiras que mais prego. Não podemos esquecer que para haver os filhos, já havia uma pessoa antes, que és TU. Por isso, como ser individual que és, tens todo o dever e direito de tomar conta de ti. Abnegares-te ou colocares-te para segundo plano constantemente não vai revelar mais valor em ti como mãe.
Tomares conta de ti a nível físico, mental, emocional e espiritual e valorizares a tua pessoa enche-te de amor e confiança em ti, que também reverbera para a relação que tens com os teus filhos. Para além de que também lhes mostra a importância do amor próprio.
Ignorar opiniões
A maneira mais rápida de se tornar alvo de opiniões é ser mãe!! Meio mundo vai ter uma opinião sobre a maneira como tu estás a criar o teu filho – quer as pessoas o verbalizem ou não. Amamentação versus biberão, compartilhar a cama versus no seu próprio quarto, vegetariana versus comer carne, etc, etc.
Opiniões são apenas o modo de ver pessoal em relação a alguma coisa e não uma lei universal. Podemos escolher retirar o que nos serve e ignorar o resto.
Como mães, todas nós vamos sempre fazer as coisas de maneira um pouco diferente de todas as outras pessoas, e é isso que nos torna (e aos nossos filhos!) tão especiais.
O teu melhor é suficiente
Porque, realmente, dar o nosso melhor é tudo o que podemos fazer! E nos dias que mesmo dando o teu melhor sentes que poderias ter feito melhor, reconhece o teu esforço, dedicação e empenho e lembra-te que amanhã tens uma nova oportunidade.
Lembra-te, tu já és uma boa mãe, só tens que confiar nisso!
Tu consegues.
